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Gestão de Riscos de Viagem

Conformidade, Proteção e Privacidade de Dados

A norma técnica ABNT ISO 31030 – Gestão de riscos de viagem — Orientações para organizações se destina a auxiliar aqueles que gerenciam e participam de viagens corporativas. A gestão de riscos de viagem é um componente das atividades relacionadas a viagens de qualquer organização e convém que a interação com as partes interessadas seja incluída.

Há muitas razões pelas quais as pessoas realizam viagens corporativas. As viagens tornaram-se cada vez mais uma atividade comum. Consequentemente, as organizações precisam cumprir seu dever de cuidar, em múltiplas jurisdições em diferentes partes do mundo. O Projeto de tradução e adoção no Sistema de Conformidade Brasileiro está sendo conduzido pela Comissão de Estudo Especial de Gestão de Riscos (ABNT/CEE-063), e é previsto para ser idêntico à ISO 31030:2021 – Travel risk management Guidance for organizations.

Os viajantes, sejam internacionais ou domésticos, podem se deparar com situações e ambientes
desconhecidos que apresentam perfis de risco diferentes daqueles do seu ambiente de trabalho, como, por exemplo, acidentes rodoviários, surtos de doenças, epidemias e desastres naturais, bem como conflitos, crimes (incluindo cibernéticos e de informação), ameaças cibernéticas, terrorismo e instabilidade política ou social podem ameaçar a integridade, segurança (incluindo a segurança de informação) e a saúde (incluindo saúde mental) dos viajantes e pode, assim, afetar negativamente o resultado de seus objetivos de viagem.

Gerenciar riscos para viagens a um país onde a organização não tem base local requer controles mais
abrangentes do que para locais onde os perfis de risco são bem conhecidos e os tratamentos já foram
estabelecidos. A tempestividade e a precisão do serviço de inteligência, análise e aconselhamento,
incluindo avisos de viagem, são cada vez mais importantes para influenciar as decisões de viagem.

A Gestão de Riscos de Viagem (GRV) requer que as organizações antecipem e avaliem os riscos
potenciais de cada evento, desenvolvam tratamentos e comuniquem exposições de risco previstas aos
seus viajantes. Aconselhar e fornecer aos viajantes orientações adequadas de respostas médicas e a
emergências, precauções de segurança e de segurança da informação, incluindo desafios à logística
de viagens, pode afetar significativamente o resultado de eventos disruptivos.

Este documento fornece meios para que as organizações demonstrem que as decisões de viagem
são baseadas na capacidade da organização de tratar riscos usando recursos internos ou mediante
assistência externa. Nem todas as viagens requerem o mesmo nível de rigor para avaliação e gestão
de riscos. Embora esta norma forneça um conjunto abrangente de opções de tratamento de risco
que uma organização pode considerar, convém que a aplicação seja fundamentada e proporcional
à exposição ao risco. Isso ajudará a organização e cada viajante a perceberem as oportunidades
e os benefícios para os quais a viagem é necessária.

Esta norma propõe, ainda, que não convém que o apetite geral da organização e a aceitação do
risco tenham precedência, ou que sejam usados exclusivamente para decidir se a viagem é apropriada
por motivos de segurança, proteção ou saúde.

Esta norma se baseia nos princípios, estrutura e processos da ABNT NBR ISO 31000. O risco relacionado as viagens apresenta um contexto específico e o processo de gestão de risco existente de uma organização pode ser adaptado para refleti-lo. O risco também está alinhado com o Sistema Central de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional estabelecido na ISO 45001:2018 – Occupational health and safety management systems Requirements with guidance for use. Como tal, os elementos desta norma técnica podem informar e ajudar as organizações a desenvolverem esses sistemas de gestão, mas não é uma norma de sistema de gestão.

Esta norma pode ser usada de forma independente ou integrada aos demais programas de gestão
de riscos. Um dos objetivos deste documento é promover uma cultura em que os riscos relacionados as viagens sejam levados a sério, com recursos adequados e gerenciados de forma eficaz, e na qual os benefícios para a organização e as partes interessadas sejam reconhecidos. Esses benefícios incluem:

  • proteger a equipe, os dados, a propriedade intelectual e os ativos;
  • reduzir a exposição legal e financeira;
  • viabilizar negócios em locais de alto risco;
  • melhorar a reputação e a credibilidade de uma organização, o que, por sua vez, pode ter um efeito positivo na competitividade, rotatividade de pessoal e aquisição de talentos;
  • melhorar a confiança dos trabalhadores nas medidas adotadas em matéria de saúde, segurança e proteção em relação às viagens;
  • contribuir para a capacidade de continuidade de negócios e resiliência organizacional;
  • demonstrar a capacidade da organização de controlar seus riscos relacionados às viagens de forma eficaz e eficiente, o que também pode ajudar a reduzir o valor de seguros;
  • fornecer garantias aos parceiros de negócios, de forma que bancos e investidores estarão mais dispostos a financiar seus negócios;
  • permitir que a organização atenda às expectativas dos clientes em termos de segurança
  • e estabilidade de sua cadeia de suprimentos;
  • aumentar a produtividade geral;
  • contribuir para o atendimento aos objetivos de desenvolvimento sustentável, fortalecendo a dimensão social da sustentabilidade.

 

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